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Mostrando postagens de outubro, 2020

O brilho eterno de uma mente sem lembranças

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No filme incrivelmente maravilhoso "O brilho eterno de uma mente sem lembranças" as pessoas vivem a possibilidade de poder apagar as lembranças indesejadas da memória: um amor que não deu certo, a lembrança de uma pessoa ou animal que morreu, um acontecimento indesejado...tudo pode ser apagado. A história é linda e a possibilidade é tentadora.  Mas não é assim com o Alzheimer.  A doença não nos oferece escolha. Como foi bem retratado no filme "Para sempre Alice". Não podemos escolher o que esquecemos. Não está sob nosso controle o que esquecer e o que lembrar.  Por isso o Alzheimer é cruel. Não é por descaso que minha mãe esquece quem sou ou quem é minha filha. É por acaso que ela lembra do nome de um vizinho e esquece até que tem netas. Uma mente sem lembranças não brilha, sobretudo quando as lembranças apagadas eram aquelas que davam sentido à vida.

Quem cuida de quem

Hoje pensando no quanto é importante manter a calma, me dei conta que essa tarefa tem sido buscada muito por minha mãe. Pra mim é fácil manter a calma, mas para ela é confuso, sem a referência da memória.  Mas minha mãe mantém a calma mesmo sem ter onde se segurar. Tarefa dura, que exige um laço muito apertado, que não se desfaz nessa circunstância.  Por isso tenho refletido muito sobre a importância de ser amável e sensível agora e sempre.

Música de Pedro Guerra

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Que coisa mais sensível a música de Pedro Guerra ❤️ https://youtu.be/12DFimsbgtk